Machu Picchu - ou simplesmente Picchu para os peruanos - aparece aos olhos do assombrado aventureiro quando este passa a última elevação do famoso Caminho Inca.
A cidade de pedras está adormecida sobre uma montanha viva, coberta de florestas e cercada por um rio ruidoso. As nuvens sempre muito próximas realizam um balé sobre nossas cabeças, ora muito claras e brilhantes se abrindo e banhando toda a montanha com os raios de sol e outras vezes despejando insistentes pancadas de chuva sob um céu de chumbo.
Situada cerca de 130 km à noroeste de Cuzco, na crista do Cerro Machu Picchu, as teorias mais aceitáveis nos fazem crer que ali se reuniam os governantes Incas, a fim de administrar a economia das regiões conquistadas pelo Império. Os guias turísticos explicam que a sede do Império Inca era Cuzco, e que Machu Picchu funcionava como um centro de administração e religioso.
Contudo, não era somente uma cidade a mais, e sim a mais bela do Império. E havia sido construída para refugiar os mais seletos aristocratas em caso de guerras e ataques de outras civilizações. Tanto é, que a localização da cidade foi mantida em segredo, e as encostas montanhosas constituem-se na maior e melhor defesa desta cidade.
Segundo os arqueólogos, Machu Picchu estava dividida em três grandes setores:
- O Bairro Sagrado;
- Zona residencial dos Sacerdotes e Nobreza;
- Zona popular, mais ao sul.
Mas para quem visita a cidade, é mais evidente: de um lado, a zona agrícola, com depósitos e uma espécie de posto de vigilância, de onde se pode ver toda a vila. Do outro, as moradias, as praças públicas e os Templos do Condor e do Sol. Os incas teriam optado por viver no alto da montanha não só para ter uma visibilidade mais ampla, mas também para ficar mais perto de seus deuses.
O Bairro Sagrado era dedicado a Inti - a divindade maior dos Incas - e lá foram encontrados os principais tesouros arqueológicos: O Intiwatana, o Templo do Sol, e a Casa das Três Janelas.